sábado, 3 de abril de 2010

Nº 1

À MINHA MÃE

Se a terra é adorada, a mãe não é mais

Digna de veneração.

Como as flores de uma árvore silvestre

Se esfolham sobre a leiva que deu vida

A seus ramos sem fruto,

Ó minha doce mãe, sobre teu seio

Deixa que dessa pálida coroa

Das minhas fantasias

Eu desfolhe também, frias, sem cheiro,

Flores da minha vida, murchas flores

Que só orvalha o pranto!

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