sexta-feira, 2 de abril de 2010

Nº 46

Senti-lhe o colo cheiroso

Arquejando sequioso

E nos lábios, que entreabria

Lânguida respiração,

Um sonho do coração

Que suspirando morria!

Não era um sonho mentido:

Meu coração iludido

O sentiu e não sonhou...

E sentiu que se perdia

Numa dor que não sabia...

Nem ao menos a beijou!

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