sábado, 3 de abril de 2010

Nº 23

Um anjo d'asas azuis,

Todo vestido de luz,

Sussurrou-lhe num segredo

Os mistérios doutra vida!

E a criança adormecida

Sorria de se ir tão cedo!

Tão cedo! que ainda o mundo

O lábio visguento, imundo,

Lhe não passara na roupa!

Que só o vento do céu

Batia do barco seu

As velas d'ouro da poupa!

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